domingo, 24 de fevereiro de 2013

Desisti de achar que o príncipe vai achar o sapatinho que perdi nas escadarias. Não sinto mais impulsos amorosos. Posso sentir impulsos afetivos — mas amorosos, sinceramente, há muito tempo. É estranho, e não me parece falso, mas ao contrário: normal. Era assim que deveria ter sido desde sempre. E não se trata de evitar a dor, é que esse tipo de dor é inútil, é burra, é apego à matéria.

sábado, 26 de janeiro de 2013

"É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado. É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando.Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado.Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja.Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta, para caminhar humanamente ao seu encontro.Difícil é amar quem não está se amando. Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado. Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente."

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Eu disse sim...

Não que eu ache muito relevante ficar lembrando datas. Mas, especialmente hoje, lembrei-me que fazemos um ano! Nosso primeiríssimo ano. Pensando nisso, como não recordar aquele dia em que você me pediu em namoro enquanto me olhava fortemente nos olhos? Como não lembrar das diversas vezes que a gente esperou para finalmente se conhecer quando ainda estávamos a km de distância e vc me chamava de "peruana"? Como não lembrar das voltas pra casa cantando " João de Barro" juntos ou simplesmente descobrindo uma nova música? Como não lembrar do dia em que me vi sua, corpo e alma? Como não lembrar do primeiro "te amo"? Mas, chegando até aqui, não me dou por satisfeita, mesmo carregando essa bagagem enorme de momentos eternos compartilhados juntos, eu quero mais. Quero mais você todos os dias. Quero poder te abraçar todos os dias que me sentir triste e quero poder dividir sempre com você minhas alegrias. Quero realizar todos os nossos planos e ir além. Eu te amo muito,amor! Obrigada pelos melhores 365 dias da minha vida!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Fulga

De uma forma ou outra è exatamente aqui que me encontro. Aqui è meu mundo e eu possso soltar todas as palavras que engasgam minha garganta. Fiquei bastante tempo sem escrever... È que minha vida anda cheia de acontecimentos... Tantos os tais que guardo a sete chaves. Nunca consegui ser muito clara em tudo e por conta disto atè mesmo nas palavras eu ... me perco. Não gosto de rotina. Não gosto de obrigação. Não gosto do costume. Não gosto do morno. Preciso e quero o que me faz tremer o coração. O que me faz despertar, enquanto o mundo sossega, com um riso simplòrio espalhado no rosto...Quero, para sempre, não fazer sentido. Não quero um amor habitual, eu sempe quis fazer cinema. O que me apetece a alma? O que me tira o fôlego. O que me arranca o ar? Surpresas! Eu quero fugir de casa na madrugada, eu quero correr antes que o dia amanheça e quando ele o sol raiar, eu quero sentir o calor dos primeiros raios aquecerem meu coração, me fazendo sentir a única para quem o Sol brilha, de verdade.A única para quem o sol olha. A única porque o sol alvoreceu. A única porque o sol está lá. Você consegue sentir o que eu digo? O sol já lhe impressionou? Quero do seu amor, a mesma sensação. O sentimento dos primeiros vislumbres de sol que ao tocarem a pele, tocam a alma. Você conseguiria me fazer única no mundo? Eu poderia ser mais que alguém para você? Não quero ser parte do seu dia, não quero ser seu cotidiano. Por favor, se for isso, me leve embora, ou simplesmente... me deixe ir. Quero ser o pedaço do seu dia que você sempre espera. O seu carinho favorito, o seu beijo estremecedor. Eu quero sacudir você, te levar até os confins da Terra e te jogar lá, dentro, para sempre alheio ao resto do mundo, ligado em mim. Ligada em você. O desejo ás vezes pode não ser real, mas só os bobos deitam na realidade. Ilumine meu coração, querido.Como um fósforo.E acelere

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Eu disse: SIM

Indescritível a sensação de estar noiva! Noivado é coisa séria mas o meu foi excepcionalmente um misto de sensações de brincadeira. 14 de Abril de 2012. Ao amanhecer não esperava a presença do meu ( até então, namorado ) ... descabelada, debaixo de edredons macios que clamavam para que eu não saísse daquele lugarzinho quente. Escutei algo no telefone como: Tá certo parceiro! espera que estou chegando! não compreendi o que Neto falava , afinal, estava em uma conversa profunda "comigo e meu eu" de preguiça. Minutos depois... silêncio. O quarto, por alguns segundos, exalou um perfume de jasmin, pensei que fosse sonho... mas não consegui abrir os olhos. E foi aí que sonhei. Vi um carro , na garagem de minha casa, que brilhava muito, dourado. Não conseguia dizer nada mas sabia que era meu.
...








-Amor?
- Eu: hmm... bom dia mor!
- Ele: acorda... ( com o rosto bem colado ao meu)
-Eu: oun,tudo bem
-Ele: ( pausa)

Fiquei fitando Neto nos olhos. Ele , quase que num tom de respiração com alívio soltou, colocando as mãos para frente : Quer casar comigo? e me apresentou duas alianças douradas e brilhantes... a minha tinha um " Q" a mais. Uma pedrinha de brilhante centralizada de maneira delicada. Exatamente como gosto. Discreta. Não pensei nem exitei em dizer: Sim! Todos os dias eu aceito casar com você. Para Sempre. Ao invés de uma beijo demorado, nos abraçamos. Sentados na cama. Numa manhã de sábado. Da maneira mais simples possível! Não foi premeditado e não aconteceu como eu colocava em meu diário há alguns anos atrás. Não tiveram flores, passarela com velas, música ao vivo, pessoas para ver, se emocionar junto. Não teve um jantar, nem tampouco amigos presentes. Nada. Era eu e ele apenas.As únicas testemunhas desta data, do momento. Mesmo assim, sem ser como sempre sonhei. Estava feliz. Aliviada. Segura. Afinal, os presentes que a vida nos dá são exatamente estes. Passei da minha fase de menina, agora sou uma moça, a espera do casamento que ainda não sei como será. Nem quem estará. Pode ser o mais tradicional possível... ou exatamente o contrário. Não sei. Mas posso afirmar... o meu maior desejo é : que seja doce. é o que repito todas as manhãs.